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Carol Kirschner começou mais cedo sem muita pretensão, vendendo bolsas, ainda no extinto Mercado Pop. |
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Estilista da Semana: Carol Kirschner
A moda, a cada temporada, surpreende a 80 graus. Tudo isso porque a criatividade dos profissionais é inesgotável. Novos estilos, novos traços, novas marcas, novos rostos e, principalmente, novos nomes no “cast” do Estilismo Brasileiro. Para desvendar o que o mercado e a academia estão criando, o Leia Moda com a coluna Design-up vai realizar, a partir desta, uma série de reportagens sobre o Novo Estilismo (em) Pernambuco.
Vale salientar, que não estamos destacando o Estilismo “de” PE, no sentido de posse, porque a moda não tem rédea, mas no sentido de produção local com enfoques e influências variados.
Para começar, escolhemos a estilista Carol Kirschner, com 24 anos e boas idéias, numa brincadeira que começou mais cedo sem muita pretensão, vendendo bolsas, ainda no extinto Mercado Pop, localizado no Armazém 14, no Recife Antigo.
Perfil A estilista Carol Kirschner, originalmente graduada em Design Gráfico, fez vários cursos técnicos em Moda. Hoje comanda uma marca criada em 2006 com seu nome, com enfoque em Moda Feminina e Acessórios. Trabalha em atelier próprio e vende as peças produzidas em algumas lojas do Recife. Tem uma linha “moda romântica e retrô”, com muitas aplicações e bordados para um público adulto que prioriza o conforto.
Prestrello: Quando começou no mundo da moda? Kirschner: Moda mesmo, não foi há muito tempo. Trabalho produzindo já há alguns anos, só que antes era de uma forma muito mais independente e despreocupada. Participava há anos do Mercado Pop no Recife, mas não tinha um trabalho que pudesse definir que havia uma preocupação com a moda. Eram peças soltas (bolsas, no caso), pois comecei assim. E nesse meio tempo fui participando de várias ações que apareciam. De uns tempos para cá fui me encontrando, direcionando e definindo mais o meu trabalho.
Prestrello: Como surgiu a oportunidade do Mercado Pop? Kirschner: Antes eu era consumidora e depois passei para o outro lado. Não acho que tenha sido decisivo nas minhas influências, mas foi muito bom sim pelas coisas que aconteciam por lá e as produções que eu observava.
Prestrello: Quem são as pessoas que consomem a marca Carol Kirschner? Você pensa nelas na hora de criar as peças? Kirschner: Sim. Eu penso em mulheres jovens, mas não tão as adolescentes, sempre a partir dos 20. São mulheres que gostam de se vestir com conforto (penso sempre em fazer algo confortável), um ar retrô e romântico. Por isso, sempre acabo me rendendo a peças mais detalhadas quanto a aplicações e usos de adereços e também à modelagem. Um exemplo é a mais recente coleção, que tem vestidos mais discretos na frente e com um belo laçarote atrás.
Prestrello: Quais as dificuldades de se fazer essa moda, romântica, confortável? Kirschner: Não vejo muita dificuldade. Talvez por ser uma coisa que vem tão natural. Apenas tenho cautela na hora de "sair colocando" coisas nas peças para que não as torne pesadas, ruim de ter movimento, sabe?
Prestrello: Há então a preocupação com a produção de vestidos e bolsas “mais comerciais”? Kirschner: Sim. Afinal de contas, quem quer ficar com peça encalhada no armário?!
Prestrello: Quais suas inspirações na hora de criar? Há preocupação de criar algo seguindo as tendências da estação? Kirschner: Eu gosto, naturalmente, de olhar os desfiles das temporadas, me inspiro em muita coisa, geralmente escolho um tema e me proponho a fazer peças em cima dele. Nesse processo me utilizo sim de elementos de tendência, mas não me preocupo em seguir à risca as tendências, porque também quero que minhas peças tenham um ar atemporal, o fato do "quê" de retrô já auxilia nisso.
Prestrello: Como você definiria a moda aqui no Estado? Kirschner: Uma opinião muito mais que pessoal, eu acho a Moda muito complicada aqui no Estado. Nesses dois últimos anos, parece que ficou mais discreta a cena. Não vejo muita coisa acontecendo, acontece mais no Agreste. Sei que tem gente grande, que já decolou e está decolando para outras bandas.
Prestrello: Você acha que o pernambucano se veste de acordo com o que os estilistas locais criam, ou ele ainda é muito “jeans importado”? Kirschner: Existe um público legal que consome as coisas produzidas aqui, mas às vezes a dificuldade é o consumidor achar o produtor (e produto). Falo isso mais pelo pessoal menor, que está crescendo.
Prestrello: Qual a dica que você dá a quem está pensando em iniciar nesse ramo? Kirschner: Eu ressalto que deve se informar bem, correr atrás de base teórica (cursos, oficinas), tanto para parte criativa quanto para parte administrativa da coisa. Afinal... Não é só desenhar e costurar. É muito além disso!
Serviço Para quem está curioso, as bolsas e vestidinhos da designer podem ser encontrados nas lojas Chá com Chita e Abajour Lilás.
Carol Kirschner 81 9421.1013 | 8851.9435 contatocarolkirschner@hotmail.com http://www.carolkirschner.com
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