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Divulgação |
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Estilista ainda estuda Design de Moda. |
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Estilista da Semana: Catarina Calazans
A moda bem feita é aquela que não há como prever, como se entediar. Moda, além de expressão, é diversão. É entreter os olhos, o corpo, com o que acreditamos ser mais adequado ao momento. É uma experiência roupa – usuário de identificação, nem sempre imediata, com as idéias do designer de moda. O melhor de tudo é se surpreender com e se apaixonar pelas idéias e pela criação do estilista. É um passo para aquela peça não convencional virar a favorita do guarda roupa.
Perfil A criatividade da jovem parece um prêmio hereditário da avó, tia e também da mãe, a arquiteta Vanja Calazans, consagrada em Pernambuco. Catarina Calazans, 22 anos, estuda Design de Moda na Faculdade Boa Viagem, no Recife.
À primeira vista, Catarina Calazans, parece uma moleca levada. Quem a conhece, não se engana pela pouca altura da estilista. As idéias, as criações são gigantes. Acessórios e vestuário feminino fazem parte da marca que leva o seu nome. Transparências em acrílico em formas geométricas compõem os brincos e pulseiras. Fluorescências e aplicações nas handbags fogem do convencional e seduzem os olhos. Vestidos! Curtos, trends valorizam a silhueta feminina com um quê lúdico. Confira o bate papo com a estilista.
Prestrello - Como você começou no mundo da moda? Catarina - Comecei muito antes de me dar conta de onde estava me metendo. Quando eu tinha 7 anos de idade, participei de um concurso nacional da Revista da Barbie, para desenhar um vestido de festa para os 30 anos da Barbie. Desenhei, mandei e fui uma das 100 vencedoras, recebendo até a própria boneca como prêmio. Na época eu nem entendia a grandiosidade do concurso, e ainda assim, continuei inventando roupinhas pras bonecas e pra mim!
Prestrello - Porque você optou por fazer graduação em Design de Moda? Catarina - Sempre soube que ia fazer moda, só esperava abrir uma faculdade em Recife! Acho que é fundamental cursar uma faculdade específica para a minha profissão.
Prestrello - Quando você passou a produzir? Catarina - Não sei dizer exatamente quando comecei, pois já vinha fazendo coisas pra mim, mas as vendas começaram em 2007.
Prestrello - Como surgiu a marca que leva seu nome? Catarina - Quando eu fiz um bazar no Club Nox, coloquei o nome Julieta sem Romeu, mas preferi guardar esse nome para um novo segmento da minha marca no futuro, e começar a carreira usando o meu próprio nome.
Prestrello - Quais as dificuldades no início? Catarina - Muitas dificuldades aparecem pela falta de experiência e maturidade, mas o fato é que você deve encarar e correr atrás de qualquer oportunidade de aprender, fazer acontecer e aparecer.
Prestrello - Houve apoio da família, amigos? Catarina - Minha família sempre me apoiou em tudo. Venho de uma família de gerações de criadoras. Minha avó aprendeu a costurar tão pequena, que nem alcançava o pedal da máquina, tinha que costurar em pé! Ela criava e costurava os vestidos da minha mãe e das minhas tias. Minha mãe, apesar de ser Arquiteta, foi a única das filhas que herdou esse dom de criar e costurar, e passou isso pra mim.
Prestrello - Já fez cursos de extensão para se sentir ainda mais apta a fazer moda? Catarina - Nunca me dediquei apenas a faculdade, já participei de um Workshop com o diretor de criação Jum Nakao, de palestras com Reinaldo Lourenço na Semana do Design em São Paulo, de um evento chamado “A Caixa” organizado por Melk ZDa, entre outras coisas que eu acho fundamental para acrescentar experiências e know how.
Prestrello - Você cria acessórios, bolsas e vestuário. Há preferências na hora de criar, como cores ou peças? Catarina - Adoro fazer de tudo, mas dependendo do momento criativo, tem épocas que eu estou mais focada em um determinado segmento.
Prestrello - Em que você se inspira para elaborar suas criações? Catarina - No detalhe mais sutil de qualquer coisa. Pode ser um sonho, uma viagem, um filme, uma imagem, um livro, uma reportagem... Uma vez estava em casa assistindo ao Globo Repórter e tava passando uma reportagem sobre beija-flor. Fiquei com aquilo na cabeça, e na primeira oportunidade que eu tive, criei a coleção “Codinome Beija-Flor” para a aula de Desenho de Moda. O melhor de tudo é que não aparecia nenhum beija-flor na coleção, tudo era referente à ele, como as bromélias que ele costuma tomar banho, as cores do Balança-rabo-canela estavem presentes num vestido, tudo tinha um embasamento, mas nada era muito evidente.
Prestrello - Qual seu público alvo? Catarina - Pessoas que pensam como eu, pois crio tudo que eu gosto, tudo que eu usaria.
Prestrello - Você trabalha com Melk Z-Da. Como é essa experiência? Catarina - A experiência é incrível! Melk é uma pessoa maravilhosa e um ótimo profissional. Criação pra ele é experimento, não tem medo de criar nem que dê errado. De tão otimista, sempre falava pra mim “nem se preocupe, que tudo a gente dá um jeito.”
Prestrello - Como você vê a moda de Pernambuco? Catarina - Acho que a moda de Pernambuco está deixando de ser aquela menininha ingênua e encontrando novos caminhos e estilos. Era isso que faltava aqui em Pernambuco, uma moda mais aberta, mais global, sem ser aquela mesmice regional caricata que costumava ser. Agora ela tem identidade, mas ao mesmo tempo é internacional.
Prestrello - Quais estilistas que você aposta da sua geração? Catarina - Conheço pessoas que estudam comigo, com um grande potencial e uma visão incrível a respeito da criação. O mais interessante é que elas têm um estilo totalmente diferente uma das outras.
Prestrello - Quais estilistas consagrados você segue na hora de elaborar uma coleção? Catarina - Ultimamente estou muito focada em texturas, e pra mim, os estilistas que arrasam nesta parte são Lino Villaventura e Melk Zda.
Prestrello - Quais novidades podemos esperar da estilista Catarina Calazans? Catarina - Agora o meu foco é adquirir experiências e estudar muito fazer uma pós-graduação e especialização até me tornar uma profissional completa. Tenho muitos planos antes de abrir uma loja com o meu nome, mas o que o público pode esperar, com certeza será uma moda menos óbvia e fora dos padrões convencionais.
Prestrello - Qual dica essencial você daria como estilista a um cliente? Catarina - Procure o que fica bem em você. A Moda atual é um “leque de opções”, então encontre nas tendências o que mais se encaixa no seu estilo e tipo físico.
Prestrello - Qual a sugestão que você dá a quem sonha em fazer moda? Catarina - Muita dedicação e ser um bom observador. Moda não é fácil como muita gente pensa. Requer muita sensibilidade pra criação, você deve enxergar além dos detalhes mais sutis. É isso que faz um bom designer de moda.
Serviço Catarina Calazans (81) 9615.5255
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